A fé cristã diante do espiritismo

Posted in Uncategorized on 26 de junho de 2017 by euvimparaquetodostenhamvida

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Miguel A. Pastorino- 21 novembro 2012- religionenlibertad.com
Nas origens

A crença na comunicação com os mortos é muito antiga. Disso dá testemunho a ampla documentação da história das religiões, e até aparece condenada na Bíblia. No entanto, o espiritismo que hoje conhecemos se origina em tempos mais recentes, em Hydesville (Nueva York), com as irmãs Katherine e Margaret Fox, em 1848. Eram duas meninas que se converteram nas criadoras do tabuleiro Ouija (em sua versão popular, “jogo do copo”), e a partir de sua própria experiência de “comunicação com defuntos”, são citadas como as fundadoras do espiritismo.

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Rapidamente o fenômeno começou a manifestar-se em muitas pessoas, multiplicando-se as sessões espíritas e em 1851 se estendeu na Europa. Então supostos espíritos famosos da história começaram a dar aulas de espiritualidade, moral e ciência, através dos “mediums” que os incorporavam. Mesmo as irmãs Fox confessando que os fatos de 1888 tinham sido uma fraude de sua adolescência, década após década se tem desmascarado enganos do espiritismo, a credulidade nestes temas não parou de crescer no século XX, convertendo-se em um fenômeno de massas.

Com Allan Kardec o espiritismo foi sistematizado em um tipo de verdadeiro catecismo revelado pelos “espíritos”. Como novidade doutrinal foi introduzida por ele a reencarnação na chave evolucionista.

A moda espírita

Nos últimos anos, o movimento da Nova Era vem incorporando as mesmas crenças espiritas, mas com termos renovados. Falam, por exemplo de “canalização” (channeling) de entidades, nas quais agora se agregam os extra-terrestres, como no “Livro de Urantia” ou em versões gnósticas como “Um Curso de milagres”. “A Casa Redenção”, remetendo-nos a um fenômeno local, mescla o espiritismo de Kardec com os OVNIS e os santos católicos, e até um Jesus convertido em um comandante intergalático.

Através do cinema e da televisão, assistimos nos últimos anos uma profunda “catequese” kardecista, que propõe a crença em espíritos que vagam pelo mundo e que procuram comunicar-se através de um “médium” ou inclusive de uma TV ou um celular. Filmes populares como “Ghost”, “Sexto sentido”, “A Chamada”, “A Maldição”, “Barco Fantasma”, “Os Outros”, “Vozes do além”, “A Libélula”, “Atividade Paranormal”, “O Olho”, e o crescimento de séries televisivas deste gênero, são um verdadeiro doutrinamento espírita no mundo juvenil, que critica e inocentemente assume a suposta intervenção de espíritos de mortos em nossa vida cotidiana.

Muitas pessoas afetadas pela perda de algum familiar, são vítimas do engano e do proselitismo solapado de supostos “contatos” com o além.

Ciência, fraude ou superstição?

O espiritismo se apresenta como “ciência”. Na realidade se trata de um uso caprichoso do termo. Não existe nenhuma prova científica de contato com pessoas que morreram. Os avanços da medicina, a psicologia e a física, puseram em evidência uma ou outra vez a ingenuidade das teses espíritas. Muitas investigações como as do Padre González Quevedo sj, atiraram por terra, em todo Brasil, as supostas evidências de “fantasmas” nas casas, e nos lugares “assombrados”. Todos os que quiseram investigar seriamente os supostos efeitos físicos dos “espíritos” encontraram fraudes conscientes ou inconscientes geradas pela sugestão, em 98% dos casos (Heredia, Amadou, Levington, Quevedo). No final do século XIX, o cientista russo Mendeleiev, que dirigiu uma comissão científica para estudar os médiums mais famosos de seu tempo, ao concluir a investigação, declarou: “Os fenômenos mediúnicos (dos médiums) são produtos de movimentos inconscientes ou de um engano consciente, e em seu conjunto o espiritismo é uma superstição”.

O Lic. José Maria Baamonde, um dos maiores especialistas no tema das seitas, falando das supostas “incorporações” espíritas e dos estados de transe, escrevia: “é obviamente inconveniente fomentar estes estados alterados de consciência, pelo risco implícito de gerar sérias perturbações psíquicas a raiz de personificações e automatismos inconscientes que, em certos casos, assumirão o caráter de delírios sistematizados”.

À luz da fé cristã

woman listening to gossip

A Palavra de Deus é clara: “Não pratiques a adivinhação ou a magia… Não se unam aos que invocan os mortos, nem consultes adivinhos, pois se tornarão impuros. Eu sou o Senhor, teu Deus” (Lev 19, 26.31).
“Se alguém vai à cartomantes e recorre aos adivinhos prostituindo-se com eles, eu me voltarei contra ele e o extirparei do povo. Santifiquem-se e sejam santos, porque eu sou o Senhor, seu Deus” (Lev 20,6)
“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus vai te dar, não aprenderás a cometer as abominações como as dessas nações. Não há de ter no meio de ti ninguém que faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, que pratique a adivinhação, astrologia, feitiçaria ou magia, nenhum encantador, nem evocador dos mortos. Porque todo aquele que faz estas coisas é uma abominação para o Senhor teu Deus” (Dt 18, 9-11).
A Igreja se pronuncia claramente sobre a incompatibilidade espiritual, doutrinal e moral destas práticas con a fé em Jesus, porém não sobre a natureza dos “fenômenos espíritas”.
A relação cristã com os defuntos é através da oração, e na Eucaristia, em comunhão de amor. Mas é alheia a toda invocação mórbida, não pretende receber verdades do além por meio deles, porque tudo que é necessário para nossa salvação já foi revelado em Jesus. E nós confiamos nossos seres queridos nas mãos misericordiosas de Deus.
O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Todas as formas de adivinhação devem rejeitar-se: o recurso de Satã ou dos demônios, a evocação dos mortos, e outras práticas que equivocadamente se supõe “desvelam” o porvir. A consulta de horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e sortes, os fenômenos de visão, o recurso de “médiums” encerram uma vontade de poder sobre o tempo, a história e, finalmente, os hombres, o tempo de um desejo de conciliar poderes ocultos. Estão em contradição com a honra e o respeito, mesclados de temor amoroso, que devemos somente a Deus”. (2115-2116).

A oração é onipotente e, sendo una, tudo alcança. Muitos pedem, nem todos recebem, porque não pedem como se deve fazer: com humildade. Com confiança. Com perseverança.
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Miguel A. Pastorino
Atualmente é Diretor do Departamento de Comunicação Social da Arquidiocese de Montevideu e condutor de programas radiais de evangelização.
Desde o ano de 2003 é membro da Comissão Nacional de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Conferência Episcopal do Uruguai.
Especializado em fenômeno das seitas e novos movimentos religiosos, é fundador do SEAS (Servíço para o Estudo e Assessoramento em Seitas do Uruguai) e membro fundador da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES).
Colaborou especialmente na Consulta Internacional sobre “New Age” da Santa Sé (2004), e em vários Congressos internacionais sobre seitas e novas formas de religiosidade.
Trabalha também como docente e conferencista em Institutos de formação pastoral e universidades, assim como pregador de retiros espirituais e em eventos em massa de evangelização.
Colaborador na capacitação de agentes pastorais e catequistas.
Autor de vários artigos em revistas da Espanha e América Latina, e do livro “O que há de certo detrás do Código Da Vinci? Um olhar da teologia e da história das religiões” (LEA, 2006).
Miguel A. Pastorino, é autor, editor e responsável pelo Blog ‘A verdade vos fará livres’, alojado no espaço web de
http://religionenlibertad.com

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Padre Brian Harrison: Francisco disse ao ateu Eugenio Scalfari para que não se converta

Posted in Uncategorized on 31 de janeiro de 2016 by euvimparaquetodostenhamvida

adelante la fe

29/01/2016 – Escrito por CATHOLIC FAMILY NEWS

CATHOLIC FAMILY NEWS

Continuando um breve comentário do renomado teólogo Padre Brian Harrison

papa e scalfari

O Papa Francisco simplesmente segue “melhorando” (ou melhor, piorando!) Pensávamos que tínhamos tocado fundo quando nos inteiramos de que ele disse aos não Católicos que não se convertessem. Porém agora nos inteiramos de que inclusive disse a um ateu que não necessita converter-se à fé em Cristo, e que deve permanecer em seu ateísmo! Por que? Bom, parece que o Papa disse a Eugenio Scalfari que ele gosta de ter um amigo não crente para poder conversar, notícia que é claro provocou risadas e gargalhadas na audiência no final do vídeo, que mostra Eugenio Scalfari falando desta última indiscrição pontifícia.
Parece lógico, que este Sucessor de São Pedro tem pouco ou nada de zelo pela salvação das almas, ou pensa que seu amigo de 90 anos de idade, Scalfari, tem muitas possibilidades de salvação, tanto sendo ateu, como se cresse em Cristo e com acesso à plenitude dos meios de salvação, sobretudo, os Sacramentos Católicos.

Por outro lado, o Santo Padre é mais insistente com respeito a nós, os antigos crentes tradicionais que devemos ‘converter-nos’ a sua maneira de pensar. No outro dia na homilia, novamente arremeteu contra os Católicos que “obstinadamente resistem à mudança”, aos quais qualifica de “rebeldes”, “acadêmicos da lei” (como os fariseus e os escribas que Jesus condenou), e inclusive de “idólatras” culpados de “adivinhação”! Tudo por culpa de nossos corações “fechados” que resistem ao Espírito Santo e não estão “abertos” ao “Deus das surpresas”!

Em outras palavras, ele parece pensar que “os estudiosos da lei” dentro de sua propia Igreja, é o grupo demográfico principal, dentro da família humana, cuja salvação realmente está em perigo! (Opa! Esperem um minuto. Agora me lembro, também emitiu uma advertência similar a los bandidos máfia siciliana). Não é que Francisco pense que nós e os capos da máfia na realidade vamos ir ao Inferno: seu amigo ateu Eugenio Scalfari informou às páginas do ‘La Repubblica’ há apenas um ano, que o Papa lhe disse em uma conversa “clara e distintivamente”, que os malfeitores impenitentes simplesmente são aniquilados na morte: que não sofrem, mas deixam de existir (uma heresia compartilhada com as Testemunhas de Jeová, entre outras).

O famoso colunista romano Antonio Socci, implorou publicamente em seu blog ao Papa que negasse que tinha dito a Scalfari esta flagrante contradição do ensinamento de Cristo. Não teve nem um rápido desmentido do Vaticano nos seguintes 12 meses; porém esse silêncio de morte, é uma eloquente amostra sobre a difícil situação da Igreja sob o atual pontífice.

http://adelantelafe.com/padre-brian-harrison-francisco-le-dice-al-ateo-scalfari-no-se-convierta/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

Modo de fazer a Comunhão espiritual: os que não podem receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor Jesu­s Cristo, o recebem espiritualmente fazendo atos de fé viva e de caridade fervorosa, com um ardente de­sejo de se unir ao soberano Bem, e por este meio se dispõem a participar dos frutos deste Divino Sacramento.

Posted in Uncategorized on 20 de abril de 2015 by euvimparaquetodostenhamvida

O TESOURO ESCONDIDO DA SANTA MISSA
São Leonardo de Porto-Maurício (1676-1751)

eucaristia17

4. Modo de fazer a Comunhão espiritual

11. (Sempre que você for participar da Missa e se possível, procurará comungar sacramentalmente. Agora se po­de comungar até duas vezes ao dia tendo participado da missa completa. Porém se por alguma circunstância especial não puder comungar sacramentalmente, faça-o ao me­nos espiritualmente como aqui te ensina São Leo­nardo).

Segundo a doutrina do Santo Concílio de Trento, existe três tipos de Comunhão: a primeira meramente sacramental; a segunda puramente espiritual, e a terceira tanto sacramental e espiritual

Não se trata aqui da primeira, que consiste em comungar na realidade sacramentalmente.

Trata-se unicamente da segunda, que se reduz —segundo as palavras do mesmo Concílio—, a um ar­dente desejo de se alimentar com este Pão celestial, uni­do a uma fé viva que trabalha para a caridade, e que nos faz participantes dos frutos e graças do Sacramento. Em outros termos: os que não podem receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor Jesu­s Cristo, o recebem espiritualmente fazendo atos de fé viva e de caridade fervorosa, com um ardente de­sejo de se unir ao soberano Bem, e por este meio se dispõem a participar dos frutos deste Divino Sacramento.

Considere bem o que vou dizer para facilitar uma prática que tantas utilidades proporciona. Quan­do o sacerdote comunga, estando em grande recolhimento interior e exterior, modéstia e compos­tura, suscita em seu coração uma verdadeira dor pelos pecados, e se dá golpes no peito para significar que se reconheces indigno da graça de se unir a Jesu­s. Depois exercite-se em atos de amor, de ofere­cimento, de humildade e outros que costuma fa­zer ao se aproximar da Sagrada Mesa, acrescentando a isto o mais ardente e fervoroso desejo de receber Jesu­s, que, por seu amor, está real e verdadeiramente presente no augusto Sacramento. Para avivar mais e mais sua devoção, imagine que a Santíssima Virgem, ou seu Santo Padroeiro, apresenta para você a Sagrada Hóstia, e que você a recebe na realidade e como se abraçasse estreitamente Jesus em seu coração, e repete uma e muitas vezes em seu interior estas palavras ditadas pelo amor:

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“Vem meu Jesus! Minha vida e meu amor, vem ao meu pobre coração; vem e enche meus desejos; vem e santifica minha alma; vem a mim, dulcíssimo Jesus! Vem”.
Permaneça depois em silêncio, contemple seu Deus dentro de você mesmo; e como se tivesse comungado realmente, dê graças e faça todos os atos que se costumam fazer depois da Sagrada Comunhão.

Tem por certo, amado leitor, que esta Comunhão espiritual, tão descuidada pelos cristãos de nossos dias, é, no entanto, um verdadeiro e riquíssimo tesouro que enche a alma de bens infinitos; e, segundo a opinião de muitos e muito respeitados autores, —en­tre outros o Pe. Rodriguez, em sua obra ‘Da perfeição cristã’—, a Comunhão espiritual é tão útil, que pode causar as mesmas graças e ainda maiores que a Comunhão sacramental. Com efeito, mesmo que a recepção real da Sagrada Eucaristia produza por sua natureza mais fruto, porque, sendo sacra­mento, opera por sua própria virtude; podendo não obstan­te suceder que uma alma desejosa de sua perfeição faça a Comunhão espiritual tão humildemente, com tan­to amor e devoção, que mereça mais aos olhos de Deus que outro comungando sacramentalmente, mas com menor preparação e fervor.

Conhece-se quanto agrada a Jesus esta Comu­nhão espiritual, quando muito frequentemente se dig­na escutar —por meio de patentes milagres—, os piedosos suspiros de seus servidores, algumas vezes dando por suas próprias mãos a Comunhão sacramental, como a Santa Clara de Montefalco, a Santa Catarina de Sena e a Santa Ludovina; outras pelas mãos dos Anjos, como a meu Seráfico Doutor São Boaventura, e aos bispos Honorato e Fermin, e alguma vez também pelo ministério da augusta Mãe de Deus, que por sua mão deu a Sagrada Comunhão ao Beato Silvestre. Traços tão ter­nos por parte de Deus não devem te assombrar, se con­sidera que a Comunhão espiritual inflama as almas no fogo de um santo amor, as une a Deus e as dispõe a receber as mais assinaladas graças. E será possível que tantas utilidades não te causem alguma im­pressão e continue sempre em sua indiferença e in­sensibilidade? Qual desculpa poderá alegar desde ago­ra para descuidar ainda de uma prática tão útil e tão santa? Resuolve, pois, de uma vez para te servir dela frequentemente, advertindo que a Comunhão espi­ritual tem sobre a sacramental a ventagem de que esta não pode se receber mais que uma vez ao dia, (dissemos que hoje já é possível comungar até duas vezes), enquanto que aquela se pode renovar, não so­mente em todas as Missas que participa, mas tam­bém em todas as horas do dia; de manhã e a tarde, pelo dia e pela noite, na igreja e em seu apo­sento, sem que para isto necessite a permissão de seu con­fessor; em uma palavra, quantas vezes praticar o que acabo de prescrever, outras tantas fará a Comu­nhão espiritual, e enriquecerá sua alma de graças, de méritos e de todo tipo de bens.

Tal é o objetivo deste opúsculo: inspirar a quan­tos o leiam um santo desejo de introduzir no mundo católico o piedoso costume de participar todos os dias da Santa Missa com uma atitude piedosa e verdadeira devoção, comungando ou fazendo nela sempre a Comunhão espiritual.

Ah, que alegria se puder conseguir! Então se veria reflorescer em todo o mundo aquele fervor tão admirável dos felizes séculos da primitiva Igreja quando os cristãos recebiam diariamente a Divina Eucaristia participando do Santo Sacrifício. Se não for digno de receber a Deus sempre, procura ao menos ouvir todos os dias a Santa Missa e fazer nela a Comunhão espiritual. Se eu conseguisse persuadir você desta piedosa prática, creria ter ganhado to­do o mundo, e teria a doce satisfação de ter empregado bem o tempo e meus trabalhos.

E a fim de lançar por terra todas as desculpas que costumam alegar os que pretendem dispensar-se de assistir a Missa, porei no capítulo seguinte vá­rios exemplos adaptados a todo tipo de pessoas, pa­ra que todos compreendam que se se privam de um tão grande tesouro, e isto nasce, ou de sua negligência, ou de sua tibieza e repugnância a todas as obras de piedade, por cujas causas lhes esperam amargos remorsos na hora da morte.

jubileu

obras de piedade, por cujas causas lhes esperam amargos remorsos na hora da morte.

“Oh Deus de minha alma! Reconheço-me indigno de vossos favores: confesso sinceramente, assim como também não mereço que me escute, por causa da multidão e enormidade de minhas faltas. Mas, poderá rechaçar a súplica que vosso adorável Filho vos dirige por mim sobre esse altar, no qual vos oferece por mim seu Sangue e sua vida?

Posted in Uncategorized on 22 de março de 2015 by euvimparaquetodostenhamvida

O TESOURO ESCONDIDO DA SANTA MISSA
São Leonardo de Porto-Maurício (1676-1751)

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10. Na quarta parte, desde a Comunhão até o fim, depois de ter comungado, dirija em se­guida teu olhar a Deus Nosso Senhor que está den­tro de ti, e anime-se a pedir muitas graças. Desde o momento em que Jesus se une a você, Ele é quem roga e suplica por você. Alargue, pois, o coração, e não se limite a pedir somente alguns favores: peça mu­itas, muitíssimas graças, porque o oferecimento de seu Divino Filho, que acaba de fazer, é de um pre­ço infinito. Então, diga-lhe com a mais profunda humildade:

“Oh Deus de minha alma! Reconheço-me indigno de vossos favores: confesso sinceramente, assim como também não mereço que me escute, por causa da multidão e enormidade de minhas faltas. Mas, poderá rechaçar a súplica que vosso adorável Filho vos dirige por mim sobre esse altar, no qual vos oferece por mim seu Sangue e sua vida? Oh Deus de in­finito amor! Aceitai os rogos de quem advoga em meu favor perto de vossa Divina Majestade!; e em atenção aos seus méritos concedei-me todas as gra­ças que sabes necessito para levar a feliz termo o negócio importantíssimo de minha eterna salvação. Agora mais do que nunca me atrevo a implorar de vossa infinita misericórdia o perdão de todos meus pe­cados e a graça da perseverança final. Além disso, e apoiando-me sempre nas súplicas que vos dirige meu amado Jesus, vos peço por mim mesmo, oh Deus de bondade infinita, todas as virtudes em grau he­róico, e os auxílios mais eficazes para chegar a ser ver­dadeiramente santo. Peço-vos também a conversão dos infiéis, dos pecadores, e em particular daqueles a quem estou unido pelos laços de san­gue, ou por relação espiritual. Imploro também a li­berdade, não de uma só alma, mas a de todas as que neste momento estão detidas no cárcere do pur­gatório. Dignai-vos, Senhor, conceder a todas elas, e fazei ­ que esvaziem esse lugar de dolorosa expiação. Em fim, oxalá que a eficácia deste Divino Sacrifício con­verta este mundo miserável em um paraíso de delícias para vosso Coração, onde seja amado, honrado e glorificado por todos os homens no tempo, para que todos fôssemos admitidos para ben­dizer-vos e louvar-vos na eternidade. Assim seja”.

Crucificado+entre+os+Ladr%C3%B5es

Peça sem temor, peça para ti, para seus amigos e parentes e todas as pessoas queridas. Implore a assis­tência de Deus em todas suas necessidades espirituais e temporais. Rogue também pelas da Santa Igre­ja, e peça ao Senhor que se digne livrá-las dos males que as afligem e conceda-lhes a plenitude de todos os bens. Sobretudo não ores com tibieza, mas com a maior confiança; e fique seguro de que suas súplicas, unidas as de Jesus, serão escutadas.

Concluída a Missa pratica o seguinte ato de ação de graças, dizendo: “Damos graças por to­dos vossos benefícios, oh Deus todo-poderoso, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Assim seja”.

Depois de ter comungado, não saia rapida­mente da igreja; fique com o Senhor ao menos 10 ou 15 minutos se for possível. Este é o melhor mo­mento de sua vida para negociar com o Senhor. Aqueles que não sabem aproveitar esse momento não sa­bem o que estão perdendo!
Sairá da igreja com o coração tão enterneci­do como se baixasse do Calvário.

Diga-me agora: se tivesse participado desta maneira de todas as Missas que participou até hoje, com que tesouros de graças teria enriquecido sua alma! Ah! Quanto perdeu participando deste augusto Sacri­fício com tão pouca religiosidade, dirigindo seus olhares lá e cá, ocupado em ver quem entrava e saia, murmurando algumas vezes, ficando dor­mindo, ou quando mais, balbuciando algumas orações sem atenção nem recolhimento! Se quiser, pois, ouvir com fruto a Santa Missa, tome desde este momento a firme resolução de servir-se deste método, que é muito agradável, e que está todo ele reduzido em sa­tisfazer as quatro enormes dívidas que temos con­traídas com Deus. Convença-se firmemente de que em pouco tempo adquirirás imensos tesouros de graças e méritos, e que jamais te assaltará a tentação de dizer: Uma Missa a mais ou a menos, o que importa?

Bronze-Calvario

A SANTA MISSA: Esta oferenda basta (estou seguro disso) para recompensar todos os dons que me tens concedido; sendo como é de um preço infinito, ela vale sozinha por tudo o que recebi e posso receber de Vós. (São Leonardo de Porto Maurício)

Posted in Uncategorized on 5 de fevereiro de 2015 by euvimparaquetodostenhamvida

O TESOURO ESCONDIDO DA SANTA MISSA

São Leonardo de Porto-Maurício  (1676-1751)

8. Satisfará a segunda dívida, do Evangelho até a elevação da Sagrada Hóstia, e dirigindo um olhar para seus pecados, e considerando a imensa dívida que contraiu com a divina Justiça, diga-lhe com um coração profundamente humilhado:

“Eis-me aqui, meu Deus, este traidor que tantas vezes se rebelou contra Vós. Ah! Metido em dores, eu abomino e detesto com todo meu coração to­dos os gravíssimos pecados que cometi. Eu vos apresento em expiação a satisfação infinita que Jesus vos dá sobre o altar. Ofereço todos os méritos de Jesus, o sangue de Jesus e Je­sus, Deus e homem verdadeiro, que na qualidade de vítima, se dignou ainda renovar seu sacrifício em meu favor. E porque meu Jesus se constitui sobre esse altar meu advogado e mediador, e que por seu preciosí­ssimo Sangue vos pede graça para mim, eu uno minha voz a deste Sangue adorável, e imploro o perdão de todos meus pecados. O sangue de Jesus está gritando misericórdia, e misericórdia vos pede meu coração arre­pendido. Oh Deus de meu coração! Se não vos enterne­cem minhas lágrimas, deixai-vos abrandar pelos ternos ge­midos de meu Jesus. Ele alcançou na cruz graça para toda a linhagem humana, e não a obterá para mim deste altar? Sim, sim; eu espero que pelos méritos de seu Sangue precioso que me perdoareis a todas minhas iniqui­dades, e me concedereis vossa graça para chorá-­las até o último suspiro de minha vida”.

Em seguida, e tendo fechado o livro, repete es­tes atos com uma viva e profunda contrição. Dê ren­da solta aos afetos de sua alma, e sem articular pa­lavra, dirá a Jesus do íntimo de seu coração:

“Meu muito amado Jesus! Dai-me as lágrimas de São Pedro, a contrição de Santa Madalena e a dor de todos os Santos, que de pecadores se converte­ram em fervorosos penitentes, a fim de que, pelos méritos do Santo Sacrifício, alcance o completo per­dão de todos meus pecados”.

Reitere estes mesmos atos em um perfeito recolhimento, e viva seguro de que assim satisfará completamente todas as dívidas que por seus pecados tiver contraído com Deus.

9. Na terceira parte, ou, desde a eleva­ção do cálice até a Comunhão, considere os inumeráveis benefícios de que foi preenchido. Em troca, oferece ao Senhor uma vítima de preço infi­nito, a saber: o Corpo e o Sangue de Jesus. Convide também os Anjos e os Santos para dar gra­ças a Deus por ti, dizendo estas ou outras pala­vras parecidas:

“Vede-me aqui, Deus de meu coração, carregado com o enorme peso de uma imensa dívida de gratidão e reconhecimento por todos os benefícios gerais e particulares que me tens preenchido, e dos que es­tais disposto a conceder-me no tempo e na eter­nidade. Confesso que vossas misericórdias para co­migo foram e são infinitas; no entanto, estou pronto a pagar-vos até o último centavo. Em satisfação de tudo o que vos devo, vos apresento pelas mãos do sacerdote o Sangue divino, o corpo adorável e a vítima inocente que está colocada sobre es­te altar. Esta oferenda basta (estou seguro disso) para recompensar todos os dons que me tens concedido; sendo como é de um preço infinito, ela vale sozinha por tudo o que recibi e posso receber de Vós.

“Anjos do Senhor, vós, ditosos mora­dores do céu, ajudem-me a dar graças ao meu Deus, e oferecei-lhe em agradecimento por tantos benefícios, não somente esta Missa que tenho a dita de participar, mas também todas as que neste momento se celebram em todo o mundo, a fim de que por este me­io eu satisfaça sua ardente caridade por todas as graças que me tens feito, assim como pelas que es­tá disposto a conceder-me agora e pelos séculos dos séculos. Amém”.

Com que doce complacência receberá este Deus de bondade o testemunho de um agradecimento tão afe­tuoso! Quão satisfeito ficará com esta oferenda que, sendo de um preço infinito, vale mais que todo o mundo! A fim, pois, de suscitar mais e mais em teu coração estes piedosos sentimentos, convide toda a corte celestial para dar graças a Deus em teu nome. In­voque todos os Santos para quem tem particular devoção, e com toda a efusão de tua alma dirija-lhes a seguinte prece:

“Oh gloriosos bem aventurados intercessores meus perto do trono de Deus! Dê graças por mim a sua in­finita bondade, para que não tenha a desventura de viver e morrer sendo ingrato. Suplique-lhe se digne acei­tar minha boa vontade, e ter em consideração as ações de graças, cheias de amor, que meu adorável Jesus tributa por mim nesse augusto Sacrifício”.
Não te contentes em manifestar uma só vez estes sentimentos: repete-os com intervalos, na firme se­gurança de que por este meio satisfará plenamen­te tão imensa dívida. Para este fim farás muito bem em rezar todos os dias algum Ato de oferecimento, pa­ra oferecer a Deus em ação de graças, não somente todas suas ações, mas também as Missas que se celebram em todo o mundo.

O TESOURO ESCONDIDO DA SANTA MISSA: “Sim, Deus meu, inefável é minha alegria pela honra infinita que vossa Divina Majestade recebe deste augusto Sacrifício. Comprazo-me e alegro quanto sei e quanto posso”.

Posted in Uncategorized on 15 de janeiro de 2015 by euvimparaquetodostenhamvida

O TESOURO ESCONDIDO DA SANTA MISSA
São Leonardo de Porto-Maurício (1676-1751)

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5. O segundo método para participar com fruto da Santa Missa se pratica não por meio da leitura, nem tampouco durante o tempo do Sacrifício, mas contemplando com os olhos da fé a Jesus cravado na cruz, a fim de recolher em uma dulcíssima contem­plação os frutos preciosos que caem dessa árvore da vida.

Emprega-se, pois, todo o tempo da Santa Mi­ssa em um profundo recolhimento interior, se ocupando em considerar espiritualmente os divinos mistérios da Paixão e morte do Salvador, que não somente se representam, mas que também se reproduzem mis­ticamente sobre o altar. Os que seguem este método é indubitável que, se tiverem cuidado de conservarem uni­das a Deus as potências de sua alma, conseguirão se exerci­tar nos atos de fé, esperança, caridade e de todas as virtudes.

Esta maneira de participar da Missa é mais perfei­ta que a primeira, e ao mesmo tempo mais doce e mais suave, segundo experimentou um santo religioso leigo, o qual costumava dizer que participando da Missa não lia mais que três letras.

A primeira era negra, a saber, seus pecados, cuja consideração inspirava afetos de dor e arrependimento, e este era o ponto de sua meditação desde o princípio da Missa até o Ofertório.

A segunda era encarnada, a saber, a Paixão do Salvador, meditando-a desde o Ofertório até a Comunhão, sobre o preciosíssimo Sangue que Jesus derramou por nós e a morte cruel que sofreu no Calvário.

A terceira letra era branca, a saber, a Comunhão espiritual, que jamais omitia no momento que comungava o sacerdote, unindo-se de todo coração a Jesus, oculto sob as espécies sa­cramentais; depois do qual permanecia abisma­do em seu Deus e na consideração da glória, que esperava como fruto deste Divino Sacrifício. Este pobre religioso, apesar de não ter instrução, participava da Missa de uma maneira muito perfeita, e eu queria que todos aprendessem em sua escola uma ciência tão profunda.

missa fatima

3. Terceiro método de participar da Santa Missa

6. O terceiro método para participar com fruto do san­to sacrifício da Missa tem a preferência sobre os anteriores. Não exige leitura, grande número de orações vocais como o primeiro, nem requer um es­pírito contemplativo como se necessita para seguir o segundo. No entanto, se se bem considerar, é o mais conformado ao espírito da Igreja, cujos desejos são que os fiéis fiquem unidos com os sentimentos do sa­cerdote. Este deve oferecer o Sacrifício pelas qua­tro finalidades indicadas na instrução precedente (n.° 8), por que este é o meio mais eficaz de cum­prir com as quatro obrigações que temos contraídas com Deus. Portanto, e porque quan­do participa da Missa desempenha de certa maneira as funções do sacerdote, deve se dedicar do melhor mo­do possível considerando as quatro finalidades in­dicadas, que serão muito fáceis por meio dos quatro oferecimentos que vou apresentar a você.

Eis aqui o método reduzido à prática. Pega este pequeno livro até aprender de memória estes oferecimentos, ou ao menos até penetrar bem no seu sentido, pois não se necessita sujeitar às pava­bras. Depois que começar a Missa e quando o sa­cerdote, humilhando-se sobre os degraus do altar, reze o Confiteor, faz um breve exame de seus pecados, experimente um ato de verdadeira contrição, pedindo humildemente ao Senhor que te perdoe, e implore os auxílios do Espírito Santo e a proteção da Vir­gem Santíssima para participar da Missa com todo o respeito e devoção possível. Em seguida, e para cumprir suce­ssivamente com as quatro importantíssimas obrigações de que falei, divida a Missa em quatro partes, o que poderá fazer do seguinte modo:

7. Na primeira parte, desde o princípio até o Evangelho, satisfará a primeira dívida, que con­siste em adorar e louvar a magestade de Deus, que é infinitamente digna de honras e louvores. Para isto humilhe-se profundamente em Jesus, abisme-se na consideração de seu nada, confesse sinceramente que nada é diante daquela imensa Majestade, e humilhado com a alma e o corpo (pois na Missa de­ve se guardar a postura mais respeitosa e modesta), diga-lhe:

“Oh, Deus meu! eu adoro-o e reconheço por meu Senhor e dono de minha alma e vida: eu protesto que tudo o que sou e quanto tenho o devo à vossa in­finita bondade. Bem sei que vossa soberana Majes­tade merece uma honra e homenagens infinitas; mas eu sou um pobrezinho impotente para pagar esta imen­sa dívida, portanto apresento-vos as humilhações e homenagens que o mesmo Jesus oferece sobre este altar.

“Eu quero fazer o mesmo que faz Jesus: eu me desfaleço com Jesus, e com Jesus me humilho diante de vossa suprema Majestade. Eu vos adoro com as mes­mas humilhações de meu Salvador. Eu me regozijo e me felicito de que meu Divino Jesus vos tribute por mim honras e homenagens infinitas”.

Aqui fecha o livro, e continua suscitando interiormente com iguais atos. Regozija-te de que Deus seja honrado infinitamente, e em algum intervalo repete uma e muitas vezes estas palavras:

“Sim, Deus meu, inefável é minha alegria pela honra infinita que vossa Divina Majestade recebe deste augusto Sacrifício. Comprazo-me e alegro quanto sei e quanto posso”.

Não te empenhes com afã em repetir à letra estas mesmas palavras: emprega livremente as que tua pie­dade te sugira. Sobretudo procura conservar-te em um profundo recolhimento e muito unido a Deus. Ah! que bem satisfarás a Deus desta maneira tua primei­ra dívida!

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Os números de 2014

Posted in Uncategorized on 3 de janeiro de 2015 by euvimparaquetodostenhamvida

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.300 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo